Do Cockpit ao Cuidado: Santa Casa de Votuporanga busca na aviação lições para a segurança do paciente
10/04/2026
O Complexo Santa Casa de Votuporanga deu mais um passo importante no fortalecimento de sua cultura de excelência. Nesta quarta-feira (8/4), o Hospital recebeu o piloto e especialista Gustavo Rocha para a palestra "Contribuições da segurança da aviação para a segurança do paciente". O encontro reuniu lideranças e equipes assistenciais para refletir sobre como protocolos rigorosos do setor aéreo podem salvar vidas no ambiente hospitalar. A abertura contou com o Gerente da Qualidade e Segurança do Paciente da Santa Casa de Votuporanga, Adriano Flavio Marques. “A aviação é reconhecida mundialmente como referência em gestão de riscos e fatores humanos, e incorporar esses aprendizados à saúde é um passo fundamental para avançarmos em direção a uma assistência cada vez mais segura, eficiente e centrada no paciente”, destacou. O erro sob uma nova ótica Um dos pontos centrais da palestra foi a desconstrução da cultura da punição. Gustavo Rocha apresentou a "nova visão do erro", destacando o conceito de Racionalidade Local: a ideia de que as pessoas fazem o que faz sentido para elas naquele momento, diante das ferramentas e informações que possuem. Para o palestrante, a maturidade de uma instituição é medida pela forma como ela lida com a falha humana: "Ou você pune, ou você aprende. Não dá para fazer as duas coisas ao mesmo tempo", enfatizou. Lições da Aviação: CRM e Cockpit Estéril O piloto também trouxe conceitos técnicos adaptados à saúde, como o CRM (Corporate Resource Management), que foca na gestão eficiente de recursos humanos e tecnológicos através da comunicação clara. Outro destaque foi a regra do "Sterile Cockpit" (Cockpit Estéril). Na aviação, durante fases críticas do voo, nenhuma tarefa ou conversa que não seja essencial à segurança é permitida. Transpondo para o hospital, isso reforça a importância do foco absoluto durante procedimentos críticos, como a administração de medicamentos ou cirurgias. Para a Santa Casa de Votuporanga, o evento reforça que a segurança do paciente não depende apenas de tecnologia, mas de um ambiente onde a comunicação flua e os líderes estejam engajados em aprender com cada processo. A mensagem final foi clara: a segurança é um trabalho de todos. Quando uma equipe compartilha diferentes visões e entende que a alta gestão e os líderes intermediários estão juntos no mesmo propósito, o "voo" rumo à recuperação do paciente torna-se muito mais seguro.


