Arraiá na Unidade de Diálise da Santa Casa de Votuporanga transforma rotina de pacientes
08/07/2026
O som da sanfona e o aroma das comidas típicas transformaram
o ambiente da Unidade de Diálise da Santa Casa de Votuporanga em uma verdadeira
festa caipira. O tradicional "Arraiá" da unidade levou alegria, cor e
muito calor humano para os pacientes que enfrentam a rotina intensa do
tratamento renal crônico. Além da decoração caprichada e dos trajes típicos, a
festa contou com a presença de um sanfoneiro animando os turnos de atendimento
e um cardápio especial repleto de delícias juninas preparadas com todo o
cuidado e adaptação nutricional que os pacientes necessitam.
A realização do evento foi possível graças a uma sólida e
carinhosa parceria com a Aprevo (Associação dos Pacientes Renais de
Votuporanga), que caminha lado a lado com o Hospital para proporcionar momentos
de leveza e bem-estar.
O presidente da Associação dos Pacientes Renais de
Votuporanga, Dimas Geraldo, destacou o valor de iniciativas como esta para o
fortalecimento emocional de quem passa pelo tratamento. "A nossa missão na
Aprevo é apoiar o paciente renal em todas as suas necessidades, e cuidar do
sorriso e da autoestima deles faz parte disso. Ver a alegria nos olhos de cada
um ao ouvir a sanfona e celebrar o Arraiá nos mostra que estamos no caminho
certo. Essa parceria com a Santa Casa é fundamental para humanizar o tratamento
e mostrar que a vida continua cheia de momentos felizes", afirmou Dimas.
O impacto positivo da festividade na saúde integral dos
pacientes também foi reforçado pela equipe multiprofissional do Hospital. A
psicóloga da unidade, Luciana Maranho, explicou como o ambiente festivo atua
diretamente na adesão ao tratamento e no alívio do estresse hospitalar. "O
tratamento dialítico exige muito do paciente, tanto física quanto
emocionalmente, mudando drasticamente a sua rotina. Quando trazemos o Arraiá
para dentro da sala de diálise, nós quebramos a rigidez do ambiente hospitalar
e resgatamos memórias afetivas, vínculos e a sensação de pertencimento. Esse
acolhimento humanizado fortalece a saúde mental deles, transformando o espaço
da terapia em um lugar de vida, celebração e esperança", ressaltou a
psicóloga.


